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ANDERSON QUER VOLTAR AO PAULISTA
Anderson conta com o aval de Marcus Vinícius para voltar como jogador; diretoria o que apenas como auxiliar-técnico
O zagueiro Anderson, imortalizado com a camisa do Paulista por ter sido o capitão que ergueu a taça do título da Copa do Brasil de 2005, quer retornar ao clube. Em entrevista ao FI, o jogador revelou que virá nos próximos dias à Jundiaí conversar com a diretoria. "Eles me procuraram há algum tempo e agora vamos conversar pessoalmente. É melhor assim", disse o jogador, que atuou pela Ponte Preta em 2007 e antes de negociar com a diretoria jundiaiense quase fechou com o Marília. Entre os dirigentes do Paulista, Anderson é muito bem visto. Sua liderança é tida como positiva ao grupo. Porém, alguns diretores acreditam que não há hoje espaço para ele no elenco tricolor (há seis zagueiros no Galo: Dema, Diego Padilha, Everton, Johhny, Devas e Marcelo Xavier). Oficialmente, o vice-presidente do Paulista, Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, declara que está disposto a ouvir Anderson, mas que o prefere como um auxiliar técnico do que como jogador. "Quero deixar claro que o Anderson sempre terá as portas abertas no Paulista; nos últimos anos ele foi o maior líder que tivemos. Para se ter uma idéia eu o chamava de presidente", disse Pitico. "Mas já temos um bom número de zagueiros e decidimos que em hipótese nenhuma vamos liberar um jogador dessa posição. Por isso não sei se o Anderson se encaixaria. O meu maior desejo mesmo seria tê-lo como auxiliar técnico. Ele é o nome perfeito para essa função", completou. > O gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, concorda com Pitico e vê Anderson como o auxiliar técnico "ideal". "É claro que escolher um auxiliar vai do treinador, mas o Anderson tem uma história maravilhosa aqui dentro. Ele é de um caráter fabuloso e cairia como uma luva na nossa comissão técnica", afirmou Moisés. Anderson não descartou atuar como auxiliar técnico. "Tudo depende; vamos conversar", disse. Mas ele não esconde a preferência por retornar como jogador. "Eu ainda acho que tenho condições de atuar. Sempre me cuidei e me vejo em condições. Mas não quero atropelar as coisas; não vou forçar nada e a conversa com a diretoria, expondo os prós e contras, é que vai decidir", explicou. A favor de Anderson, entretanto, conta o apoio irrestrito do técnico Marcus Vinícius. Inclusive, partiu dele o contato inicial com o zagueiro. Depois, foi o superintendente Beto Rappa que manteve as conversas com o jogador. "Eu acho o Anderson uma figura maravilhosa. Eu quero contar com ele no Paulista. E ainda acho que ele pode ser um grande jogador", disse Marcus Vinícius, descartando o argumento da diretoria de que há muitos zagueiros no elenco. "O São Paulo só se destacou porque tinha muitos jogadores para cada posição. Hoje temos bastante zagueiros, mas amanha algum se machuca, fica suspenso e vamos precisar do Anderson. Vamos conversar com a diretoria. Eu conto com ele no mínimo para auxiliar; mas tenho certeza que ele nos ajudaria muito dentro de campo, atuando como o grande defensor que sempre foi", afirmou o treinador. Caso realmente venha para o Paulista, como jogador ou auxiliar, será a quarta passagem de Anderson pelo clube. Nas outras três, ele foi vitorioso. Em 2001, o zagueiro foi campeão brasileiro da Série C e campeão paulista da Série A-2. Em 2005, ele conquistou a Copa do Brasil e depois de uma passagem pelo Coritiba, quase conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2006 com a camisa do Galo. "Graças a Deus sempre tive muitas felicidades em Jundiaí. A conquista da Copa do Brasil não marcou apenas a minha carreira como toda a cidade e todos os torcedores que puderam ver aquele time jogar", afirmou Anderson, que está disposto a vir com contrato de um ano para jogar a Série C do Campeonato Brasileiro. "Quem sabe eu não consigo conquistar mais um título da Série C pelo Galo", brincou o zagueiro. > Caso Anderson se acerte com a diretoria, ele será o terceiro jogador do time que venceu a Copa do Brasil em 2005 a voltar a Jundiaí. Os outros foram Ricardinho e Réver. Além deles, apenas o zagueiro Dema continua no Paulista. "Vamos ver se nós quatro poderemos resgatar aquela mística que o clube tinha", disse, empolgado. Escrito por Marcel Capretz às 10h33
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SAFRA DE GOLEIROS NO PAULISTA O maior objetivo da diretoria do Paulista atualmente é contratar um goleiro. Após a negociação de Victor para o Grêmio, os dirigentes buscam incessantemente um outro camisa 1. E faz tempo que a diretoria não tem esse objetivo. Em 2000, o Galo jundiaiense se notabilizou em formar grandes goleiros, não necessitando recorrer a jogadores de fora para chegar e ser a solução dos problemas. Em 2002, o experiente Buzzetto foi contratado, mas quem seguia atuando, desde 2001, era o prata da casa Artur. Se destacando muito, o então titular foi negociado com o Cruzeiro, mas o Paulista não teve que buscar outro camisa 1. Surgia Rafael Bracalli, que mais tarde seria ídolo da torcida jundiaiense. Buzzetto chegou a atuar em algumas partidas, mas o filho de Armando Bracali rapidamente foi alçado a condição de titular. Escrito por Marcel Capretz às 09h24
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GILSINHO SAI E ATAQUE SEGUE SENDO PROBLEMA As duas maiores esperanças do torcedor do Paulista em ver o ataque funcionar neste ano mais do que funcionou no ano passado foram embora antes do campeonato estadual começar. Na segunda-feira, a equipe perdeu o atacante Marcelinho para o União Leiria, de Portugal. O jogador nem havia estreado com a camisa jundiaiense. Ontem foi a vez de Gilsinho, no clube desde a temporada passada, ser negociado com o Jubilo Iwata, do Japão. Agora, o setor que em 2007 já foi um problema, se transforma em um temor pelos lados do Estádio Dr. Jayme Cintra. " Não conto mais com o Gilsinho. Tenho que trabalhar sem contar com essa peça no meu elenco", lamentou o técnico Marcus Vinícius. . Gilsinho assina hoje contrato com o clube japonês. Ele irá emprestado por onze meses, com os direitos fixados. Estima-se que o Galo jundiaiense irá lucrar cerca de R$ 800 mil só com o empréstimo. " Saio feliz, pois nessa negociação o Paulista está recebendo um bom valor. Sei que isso pode ajudar o clube de alguma maneira e depois o Galo ainda pode lucrar mais em uma possível venda", ressaltou o atacante. Sem Gilsinho, o ataque do Paulista deverá, pelo menos para a estréia no Campeonato Estadual daqui exatamente uma semana, contra o Rio Claro, ser formado por Neto Baiano e Júlio César. E será deles a missão de fazer com que a média de gols marcados pelo Galo não caia em mais um campeonato como foi nos últimos três que o clube disputou. Desde o Campeonato Brasileiro da Série B de 2006, quando ficou em 5º lugar, o ataque jundiaiense fica mais frágil. Na campanha em que quase conseguiu o acesso, o Paulista teve o melhor ataque da competição com 72 gols marcados em 38 jogos. A média foi de 1,89 gol por partida e, de quebra, Jaílson, por pouco não sagrou-se artilheiro da competição com 17 gols. Victor Santana, o outro atacante da equipe, também foi bem e marcou 10. A maior goleada da competição também foi aplicada pelo Paulista; no dia 18 de novembro de 2006, a equipe venceu o Paysandu por 9 a 0. > No campeonato seguinte, o Paulistão de 2007, a média de gols da equipe jundiaiense diminuiu, ficando em 1,78. Foram 34 gols em 19 jogos. O próprio Gilsinho e Marcos Denner, ambos já fora de Jayme Cintra, foram os artilheiros do time com 8 gols cada. Mantendo a trajetória descendente de gols marcados, no último Campeonato Brasileiro da Série B, a média também foi menor do que no Paulistão. Em 38 jogos, o Paulista marcou apenas 58 gols; uma média de 1,52. Marcos Denner também foi o artilheiro da equipe com 10 gols.
MÉDIA DE GOLS DO PAULISTA
Campeonato Brasileiro da Série B - 2006 > 72 gols em 38 jogos
Média: 1.89
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Campeonato Paulista - 2007
34 gols em 19 jogos
Média: 1.78
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Campeonato Brasileiro da Série B - 2007
> 58 gols em 38 jogos
Média: 1.52 Escrito por Marcel Capretz às 09h20
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