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Pitico: criticar a parceria é uma ignorância O vice-presidente do Paulista, Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, não credita o mau momento vivido pelo clube dentro de campo à chegada do parceiro Campus Pelé. E ele vai além: para o dirigente, a parceria foi a melhor coisa que aconteceu na história do Galo. “Quem bate na parceria é ignorante, está falando besteira”, disse. Em entrevista ao JORNAL DA CIDADE, Pitico lamentou o início irregular da equipe no Campeonato Paulista, falou sobre a formação do elenco atual e assegurou tranqüilidade ao trabalho do técnico Marcus Vinícius. JORNAL DA CIDADE – Com o rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro e o péssimo início do Paulista no campeonato estadual, muito se questiona a chegada da parceria em Jundiaí. O que você pensa a respeito disso? PITICO – Eu penso que quem critica a parceria não sabe o que está dizendo. O clube nunca esteve vivendo um momento tão bom. É certo que dentro de campo as coisas não estão indo bem, mas temos que ter calma. Queria ver esses que estão falando mal da parceria colocar por mês o que eles estão colocando no Paulista. Sem a parceria não teríamos dinheiro para nada. JC – O que a cúpula do Banco Fator está pensando sobre o desempenho do time? Houve até uma longa reunião em São Paulo na ultima quinta-feira... P- Houve sim essa reunião, mas não sobre o momento do time. Falamos mais de Copa São Paulo, categoria de base, enfim, outros assuntos. O pessoal do Banco Fator esteve no Morumbi no jogo contra o Corinthians, eles ficaram no camarote junto com a diretoria. É claro que eles não estão gostando da situação do time, mas não há desespero. Temos um planejamento há médio/longo prazo e estamos montando uma estrutura para sermos um dos maiores clubes do Brasil. JC – Muda alguma coisa em caso de mais um insucesso? P – A palavra rebaixamento nem é dita aqui em Jayme Cintra. Ficar falando muito isso dá azar, traz coisas ruins. Mas se cairmos para a Série A-2, vamos resolver. Não tem problema. Subimos de novo. JC – Os representantes do parceiro estão mais distantes do futebol profissional do Paulista? P – Eles pediram após o rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro que nós da diretoria do Paulista ficássemos um pouco mais presentes no time profissional. Mas ninguém se afastou. Tudo é uma coisa só. A diretoria do Paulista pode estar a frente, mas sempre consulta o parceiro. JC – Você acha que foram mantidos muitos jogadores que foram rebaixados no ano passado? P – Foram, mas seria mais difícil começar um trabalho do zero. Se formos analisar bem, foi com mais ou menos esse time que fizemos um bom Paulistão no ano passado. Tínhamos o Rever, o Marco Aurélio, o Dema, o Fábio Vidal...saiu o Diogo, mas entrou o Ricardinho; saiu o Marcos Denner, mas veio o Neto Baiano. Então, isso não serve como desculpa. O que está pesando é a parte psicológica. O rebaixamento fez muito mal. Ai, tomamos um gol no começo do jogo e tudo volta à tona. JC – Esses jogadores que vieram e os que foram mantidos foram indicações da diretoria ou do técnico Marcus Vinícius? P – Dos dois. Tudo foi feito em conjunto. Víamos um jogador e antes de qualquer coisa perguntávamos a opinião do treinador. Todas as renovações de contrato e novos reforços vieram com o aval nosso e do Marcus Vinícius. Escrito por Marcel Capretz às 23h31
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OPINIÃO Está claro e evidente que tem coisa errada no Paulista. O trabalho dentro de campo é conseqüência do que é feito fora dele. Três derrotas em três jogos não são normais. Reconheço e sei da importância do trabalho desenvolvido pelo parceiro Campus Pelé no clube. Sempre defendi administradores profissionais que tivessem idéias modernas Hoje, o futebol do Paulista voltou às mãos dos dirigentes do Galo. Em Em toda análise que se faz do trabalho do técnico Marcus Vinícius vem a comparação com Vagner Mancini. Não os coloco no mesmo patamar, pelo simples fato de Mancini ter assumido um time que foi vice-campeão estadual em 2004, que mais tarde seria Campeão da Copa do Brasil e Marcus Vinícius ter sido colocado (mas ele aceitou) em uma fogueira pegando um time fraco, desestabilizado e rebaixado. Atualmente ele ainda não tem o respaldo para reivindicar, como Mancini fazia, reforços de qualidade. Deu no que deu! O primeiro passo para uma reviravolta é a vinda urgente de dois jogadores que tenham liderança Já se foi 15% do campeonato e o Paulista não pontuou. O torcedor jundiaiense não quer já começar a fazer contas para que um novo rebaixamento seja evitado. Escrito por Marcel Capretz às 13h19
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