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AVALIAÇÃO - PAPER FINAL Nós não somos consumidores de mídia. Somos consumidos por ela. Suas tendências, seus interesses e suas ideologias são absorvidas de uma tal maneira que incoscientemente carregamos conosco tudo que ela impõe. E a mídia impõe mesmo. A publicidade faz o papel dela que é vender idéias e conceitos. Porém, esses conceitos carregam não só produtos. Há um impasse social gerado pela necessidade em se adquirir tudo o que é proposto. Quem tem, quer ter mais e o mais caro. Quem não tem, se remoe. E nunca é demais lembrar que que não são só os maiores conglomerados midiáticos do mundo dependem quase que exclusivamente da verba publicitária. E não podemos jamais falar de mídia e poder sem falar na questão publicitária. O poder financeiro é maior do que qualquer poder. Ou melhor, é o maior poder. E isso fica claro na relação com a mídia. Diferenças de pontos de vista sempre vão existir. E isso não é exclusividade midiática. Podemos observar a tendência na superficialidade em todos os segmentos. Percebe-se a dificuldade em se conectar as idéias e buscar a fundo a verdade. O que existe são poucas verdades e muitos "achismos". Trazendo para a nossa disciplina de Pós-Graduação foi muito interessante acompanhar os seminários sobre diversos temas de comunicação feito pelos colegas. Porém, foi mais do que válido estudar, pesquisar e apresentar aos colegas como foi a cobertura da mídia no caso do PCC em 2006. Analisamos socialmente os impactos de uma avalanche de matérias e buscas incessantes por novidades a cada instante. Isso gerou um medo poucas vezes visto no Brasil. E pensar que no decorrer do curso, tivemos uma aula "prática e ao vivo" com o caso Isabela Nardoni do caos social que a mídia pode proporcionar. Tudo porque a mídia tem força. A mídia ensina e alivia tensões. Alivia frustrações. Tanto psicológicas quanto financeiras. Não a toa os maiores consumidores da programação televisiva são das classes sociais mais baixas. Zygmunt Bauman tem o excelente conceito de "Modernidade Líquida" que define a agilidade, das operações velozes, a flexibilidade e a leveza do tempo atual. Se pensa em produzir e consumir. Quanto mais, melhor.
Bibliografia: MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004 HOHLFELDT, Antonio. "Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação". In: HOHLFELDT, Antonio, MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
Escrito por Marcel Capretz às 20h35
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